quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Luís

 Ao desconcerto do Mundo

Os bons vi sempre passar
No Mundo graves tormentos;
E pera mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só pera mim,
Anda o Mundo concertado.

                  Luís de Camões

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Soneto de amor total




Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

(Vinicius de Moraes)

domingo, 24 de outubro de 2010




 "Há menos pergo em caminhar pra a frente do que em fugir. A fuga mais salutar é a fuga para a frente - o medo transformado em coragem"

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Quem sabe então assim...



O nosso amor não vai parar de rolar                                          
De fugir e seguir como um rio                  
Como uma pedra que divide um rio                                    
Me diga coisas bonitas

O nosso amor não vai olhar para trás              
Desencantar, nem ser tema de livro                                                  
A vida inteira eu quis um verso simples                        
P'ra transformar o que eu digo          

Rimas fáceis, calafrios                                                                                        
Fure o dedo, faz um pacto comigo                                               
Num segundo teu no meu         
Por um segundo mais feliz                                

---- ( ADriana CalcanhotoO )----



                          ( Nietzsche )

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Razão de Ser

Escrevo. E pronto.
Escrevo porque
preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?

(Paulo Leminski)

sRsR



Mineirinho estava sentado à beira de uma estrada, tendo ao lado sua vaca. Passou um ricaço muito do gozador, dirigindo seu carrão. Mineirinho, ao vê-lo passar, pediu carona. O dono do Porsche resolveu parar.
- Dá uma caroninha, moço?
E o ricão:
- Mas, e a vaca?
- Eu amarro ela no pára-choque – respondeu o mineirinho.
- Mas ela não vai aguentar, meu chapa!
- Guenta, sim.
Ta bom. Você manda!

E lá se foram eles, com a vaca amarrada no pára-choque traseiro do carro.
O ricão sai a toda e, quando estava a oitenta por hora, olhou pelo espelho e lá estava a vaca correndo. Não acreditou. Pisou mais e o carro foi a cem. E lá estava a vaca. Ficou cabreiro e acelerou mais o carro, e tome cento e quarenta, e a vaca atrás, firme. Quando chegou a duzentos, ele olhou o espelho e viu que a vaca estava com a língua de fora.

- Parece que sua vaquinha não vai agüentar muito tempo esta corrida, não, meu velho. Já está com a língua de fora.
- Pra que lado está a língua? – perguntou o mineirinho.
- Para a esquerda – respondeu o ricaço.

Então, encosta pra direita, que ela ta é pedindo passagem.

(Ziraldo)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

   

"   Para Ivan Klima, poucas coisas se parecem tanto com a morte quanto o amor realizado. Cada chegada de um dos dois é sempre única, mas também definitiva: não suporta repetição, não permite recurso nem prorrogação. Deve sustentar-se "por sim mesmo" - e consegue. Cada um deles nasce, ou renasce, no próprio momento em que surge, sempre a partir do nada, da escuridão do não-ser sem passado nem futuro; começa sempre do começo, desnudando o caráter supérfluo das tramas passadas e a utilidade dos enredos futuros."

* Trecho tirado do livro AMOR LIQUIDO, de Zygmunt Bauman

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Filme

IRONIAS DO AMOR  
               S2







Sinopse:
Charlie Bellow (Jesse Bradford) é uma pessoa realista, que gosta de planejar as coisas antes de realizar algo. Jordan Roark (Elisha Cuthbert) é seu oposto. Logo após se conhecerem, eles se apaixonam. Juntos, enfrentam diversas situações que deveria afastá-los, mas isto não acontece. Com o tempo eles percebem que todos os indícios de que o relacionamento deles não daria certo eram falsos.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Aforismo de Drummond



"o que seria do pobre vaga-lume, sem a escura noite?