domingo, 20 de março de 2011

Final



"No momento final só resta agora, levar nos ombros pela a vida afora o cadáver do amor que assassinamos!"

(José Leone)

Bocas que falam...



 " O boato é uma espécie de hipótese, uma especulação que ajuda as pessoas a darem sentido a uma realidade caótica ou que lhes faculte um tênue sentimento de controle sobre o mundo ameaçado"

(Ralph Rosnow)

quarta-feira, 16 de março de 2011

Tudo é aprendizado




"Começa quando o objeto da sua afeição dá a voce uma dose inebriante e alucinógena de alguma coisa que voce nunca ousaria admitir que queria, uma droga emocional de amor e vibração estrondosos e logo voce começa a desejar essa atenção com uma obssessão faminta de qualquer viciado, quando isso é negado voce fica doente, louco, sem mencionar o rancor que sente pelo traficante que o incentivou a principio mas que agora se recusa a pagar pela boa droga.( - que sacanagem, ele sempre te deu isso de graça) No próximo estágio voce ta magra e tremendo num canto, certa apenas de que voce venderia sua alma só pra ter isso mais uma vez,enquanto isso o objeto da sua adoração é agora desprezado por voce, ele olha pra voce como alguem que nunca viu antes, a ironia é que voce dificilmente põe a culpa nele, então quando voce se olha e esta acabada, irreconhecivél até para os seus próprios olhos. Nesse momento voce chegou ao destino final da paixao: a completa e cruel desvalorização de si mesma." (...) "Tem uma antiga e maravilhosa piada italiana sobre um homem pobre que ia a igrejas todo dias e rezava diante da estatua de uma grande santo, implorando: Querido santo, por favor, porfavor, por favor, deixa eu ganhar na loteria, e finalmente a estatua irritada criou vida, olhou pra baixo e disse ao pedinte: por favor, porfavor, porfavor, compra um bilhete"

{Trecho do filme Comer, rezar e amar}

segunda-feira, 14 de março de 2011

A Visão



“O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém, desviamo-nos dele. (...) Criamos a época da produção veloz, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina que produz em grande escala tem provocado escassez. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos e demasia e sentimos bem pouco. Mas do que máquinas, precisamos de humanidade; mais do que inteligência, precisamos de afeição e doçura! Sem essa virtudes, a vida será de violência e tudo estará perdido”.

(Charles Chaplin)

terça-feira, 1 de março de 2011

S2





"Um amor tão puro, que nem sabe a força que tem, é seu e de mais ninguém"

(Djavan)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Uni-verso



"As pessoas fazem História, mas raramente se dão conta do que estão fazendo"
(Christopher Lee)

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Fazendo a barba


- A morte não é um espetáculo agradável pra os jovens. Alías, para ninguém.
Começou a pincelar o rosto do morto. A barba, de uns quatro dias, estava cravada.

Através da porta fechada vinha o murmúrio de vozes abafadas rezando um terço. Lá fora o céu ia acabando de clarear; um ar fresco entrava pela janela aberta do quarto.
O barbeiro devolveu o pincel e a vasilhinha, o rapaz já estava com a navalha na mão e o afiador. Pôs a vasilhinha com o pincel na mesa.
O barbeiro afiva a navalha. No salão era conhecido seu estilo de afiar, acompanhando trechos alegres da musica classica que ele ia assobiando. Ali no quarto, ao lado do morto, afiava num ritmo diferente, mais espaçado e lento; alguém poderia quase deduzir que em sua cabeça o barbeiro assobiava uma marcha funebre.
- è tão esquisito- disse o rapazinho.
- Esquisito?- o barbeiro parou de falar.
- A gente fazer a barba dele...
O barbeiro olhou para o morto:
- Que é que não é esquisito?- disse.- Ele, nós, a morte, a vida; que é que não é esquisito?"

(Luiz Vilela)