quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Queremos
É
a gente quer valer o nosso amor
a gente quer valer o nosso suor
a gente quer valer o nosso humor
a gente quer do bom e do melhor
a gente quer carinho e atenção
a gente quer calor no coração
a gente quer suar mais de prazer
a gente quer é ter muita saúde
a gente quer viver a liberdade
a gente quer viver felicidade [...]
É
a gente quer viver pleno direito
a gente quer viver todo o respeito
a gente quer viver uma nação
a gente quer ser um cidadão
È...
(Tom Jobim)
domingo, 16 de outubro de 2011
CAPOEIRA
Capenga onde 'teve aqui
Capenga onde 'teve aqui
Deu dois mil réis a mamãe
Deus três mil réis a papai
Dois vinténs para mim, só
Sim senhor, meu camarada
Quando eu entra você entra
Quando eu sair você sai
Passar bem ou passar mal
Tudo no mundo é passar, camará
Água de beber
Iê, água de beber, camará
Iê, água para lavar
Iê, água para lavar, camará
Ferro para bater
Iê, ferro para bater camará...
sábado, 15 de outubro de 2011
Autorama
atravessar a rua é divertido:
ônibus brincam de cabra-cega,
carros de video-game,
pedrestes de piques.
mas ninguém morre de mentirinha.
(Ulisses Tavares)
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
"...cada pessoa forma na sua mente alguns pontos de vista, uma espécie de esquema de valores com o qual julga os acontecimentos e toca a vida para frente. Os valores, portanto, são uma contínua criação e recriação ditada por fatores como índole, sociedade, tempo, lugar e circustâncias. É o relativismo ético."
(Antonio Marchionni)
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
: 0
O celular destruiu um dos grandes prazeres do século passado: prosear ao telefone.
Hoje, por culpa dele somos obrigados a atender chamadas o dia todo. Viramos uma espécie de telefonistas de nós mesmos: desviamos chamadas, pegamos e anotamos recados…
Depois de um dia inteiro bombardeado por ligações curtas, urgentes e na maioria das vezes irrelevantes, quem vai sentir prazer numa simples conversa telefônica? O telefone, que era um momento de relax na vida da gente, virou um objeto de trabalho. O equivalente urbano da velha enxada do trabalhador rural. Carregamos o celular ao longo do dia como uma bola de ferro fixada ao corpo, uma prova material do trabalho escravo.
O celular banalizou o ritual da conversa à distância. No mundo pré-celular, havia na sala uma poltrona e uma mesinha exclusivas para a arte de telefonar. Hoje, tomados como num transe, andamos pelas ruas, restaurantes, escritórios e até banheiros públicos berrando sem escrúpulos num pedaço de plástico colorido.
Misteriosamente, uma pessoa ao celular ignora a presença das outras. Conta segredos de alcova dentro de elevador lotado. É uma insanidade. Ainda não denunciada pelos jornalistas, nem estudada com o devido cuidado pelos médicos. Aliás, duas das classes mais afetadas pelo fenômeno. A situação é delicada.
[Marcelo Tas]
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
O BICHO
“Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem”.
(Manuel Bandeira)
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Engraçadas
O que é que você pode botar na sua mão direita e não pode botar na sua mão esquerda?
-Seu cotovelo esquerdo.
O que é que vai pra cima e vai pra baixo sem se mover?
-A escada (dããã).
O que é que você faz se escrever onze mais onze em algarismo romano?
-XiXi
Porque o confeteiro é mau?: Porque para fazer o bolo, ele quebra o ovo, bata a clara, amassa a massa e ainda bota no fogo.
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